Mostrando postagens com marcador arte brasileira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arte brasileira. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Arte Brasileira Contemporânea

No Brasil, a arte contemporânea inicia-se em meados do século XX, mas não há um consenso sobre a precisão dessa data. O que marca historicamente esse período é o fim da Segunda Guerra Mundial e a industrialização de massa. O comportamento no sistema de arte também sofre modificações. 
No contexto artístico, o modernismo rompe com a estética acadêmica, mas no Brasil ainda permanece o figurativismo (representação de pessoas, animais, situações, paisagens). Os artistas contemporâneos locais, por sua vez, querem uma ruptura total, partindo para composições artísticas mais abstratas. Então ensaiam alternativas à figuração que dominou as criações modernistas da semana de 1922. Mas é importante observar que já no final dos anos 1940 produziam seus primeiros trabalhos abstratos.
Fig. 1- Abaporu. Tarcila do Amaral (exemplo de arte moderna brasileira)
Fig. 2 - Bichos. Lígia Clark (exemplo de arte contemporânea brasileira)


Uma das figuras centrais da arte brasileira do século XX foi Waldemar Cordeiro que conseguiu como poucos transitar do campo da produção artística para o da reflexão teórica, tornando-se um dos principais articuladores do concretismo no país e posteriormente abandonando esse rumo em prol de uma arte menos utópica e mais conectada com os desafios de seu tempo. 
Em 1951 a inauguração da 1ª Bienal de São Paulo trouxe para o país um exemplo da produção internacional abstrata que a maioria dos artistas nacionais desconhecia ou com a qual, pelo menos, muito poucos tinham tido contato direto. O artista buscará cada vez mais novas formas para desenvolver sua arte. Materiais inusitados e técnicas variadas serão uma constante. O artista contemporâneo está ainda mais livre para experimentar, expressar e criar. 
A arte contemporânea começa com o Neoconcretismo no Rio do Janeiro em 1957, como uma reação ao Concretismo paulista que só usava formas rigorosas e as cores preta e branca. Os neoconcretistas procuravam novos caminhos dizendo que a arte não é um mero objeto: tem sensibilidade, expressividade, subjetividade, indo muito além do mero geometrismo puro. 
Fig. 3 – Parangolés. Hélio Oiticica.
O Neoconcretismo reúne Lygia Clark, Hélio Oiticica e Mira Schendel. Esses artistas criaram estruturas tridimensionais ainda de estrutura construtivista que requerem a participação do público. 
Lygia Clark compôs os bichos manipuláveis (fig. 2), estruturas metálicas que permitem a manipulação do observador, através de dobradiças, criando novas formas. 
Hélio Oicitica os “parangolés” (fig. 3), que são capas, tendas, estandartes confeccionados em tecidos para serem vestidos. 
Mira Schendel lida com o silencio e a simples presença do observador num ambiente sugestivo. Com a inauguração da I Exposição de Arte Neoconcreta em 1959 produziu-se a cisão definitiva entre os grupos carioca e paulista. O resultado da cisão foi da maior importância para o desenvolvimento futuro da arte brasileira como um todo e influenciou praticamente todas as futuras gerações do país. 
Nos anos 1980, sobretudo a partir da Exposição no Parque Lage, no Rio de Janeiro, surge uma geração de artistas que querem retomar a pintura e a escultura: Nuno Ramos, Leonilson, Aguilar e Cláudio Tozzi. 
No início dos anos 1990 destaca-se a última fase de Iberê Camargo, considerada o apogeu de sua pintura. 
Fig. 4 – Palácio da Alvorada. Projeto de Oscar Niemeyer. Brasília - DF.
Na arquitetura contemporânea, temos o representante mais conhecido que é o arquiteto Oscar Niemeyer. Seus projetos mais importantes foram: o conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, do qual destaca-se a Igreja de São Francisco, considerada uma ruptura radical com tudo o que já fora feito no passado em arquitetura religiosa. Projetou também em Brasília o Palácio dos Arcos, a Catedral de Brasília, o teatro Nacional, o Palácio da Alvorada, o conjunto da Praça dos Três Poderes, o Palácio do Planalto, o Palácio da Justiça e o Congresso Nacional. Todos esses prédios encantam o observador pela leveza das linhas, pela largueza dos espaços que criam, tão incomum nas nossas grandes e antigas metrópoles. 
A arte de hoje pretende atingir a emoção através de todos os canais de comunicação e de todas as linguagens possíveis, portanto, encontramos obras que não se enquadram num campo único da arte, mas englobam várias áreas. As bienais comprovam isso. 
A obra de arte não precisa mais ser um objeto matéria, existe a obra, mas nem sempre podemos tocá-la. É a desmaterialização da arte. Um exemplo disso é uma obra de arte executada com luz ou com gelo. 
Outra característica da atualidade é a arte de massa que é uma linguagem que chega ao espectador consumidor sem que ele tome consciência real disso. Os principais veículos da arte de massa são: o cinema; a televisão; os outdoors; os anúncios eletrônicos e a arte mural. 
O que importa, portanto, em nossa época é a pesquisa do novo. É o ato de criação e a transformação do espaço. A obra de arte não pertence a um único país ou lugar. É a universalização da arte. O homem não para, e a arte continua a acompanha-lo. Novas formas de arte surgirão, surgirá um novo homem, mais humano, mais aberto, mais artista. 
A arte pode se tornar um caminho, quando praticada com o desejo de alcançar uma harmonia interior. 



REFERÊNCIAS 

DVD SBJ Produções: Educação Artística Brasileira e Universal. Wikipédia, disponível em . Acesso em: Outubro 2013. PROENÇA, Graça. Descobrindo a História da Arte. Ática: São Paulo, 2008. CALABRIA, Paula Brondi; MARTINS, Raquel Valle. Arte, história & produção: arte brasileira. Editora FTD. São Paulo, 1997. 

sábado, 6 de setembro de 2014

A Missão Artística Francesa no Brasil

Na França, Napoleão Bonaparte decretou o Bloqueio Continental (que proibia a compra e venda dos produtos europeus pelos ingleses, deixando Portugal em uma difícil situação), por esse motivo, Dom João VI teve que viajar as pressas para o Brasil antes que as tropas napoleônicas invadissem Portugal. Dom João VI e sua comitiva chegaram ao Brasil em 1808, aportando primeiramente em Salvador – BA, que estava com seu porto abarrotado de navios carregados de mercadorias, como: fumo, açúcar e outros produtos da colônia, sendo deteriorados, e dessa forma os navios não poderiam atracar nos portos de Lisboa, que se encontravam ocupados pelos franceses, motivo pelo qual, Dom João VI resolveu abrir os portos brasileiros às nações amigas. Essa abertura foi o que proporcionou a entrada de artistas no país. No mesmo ano, Dom João VI chega ao Rio de Janeiro, a cidade necessitava de melhorias, pois seria a nova sede do império português. Muitas medidas foram tomadas para conquistar a simpatia dos ricos: foram distribuídos vários títulos de nobreza, liberação e instalação de indústrias, criação do Banco do Brasil, fundação de escolas de medicina, Biblioteca, Im­prensa Régia, estradas, o arsenal da marinha, incentivou a produção de ferro e a construção de manufaturas siderúrgicas.
Morro de Santo Antonio, de  Nicolas Antoine Taunay, 1816.


O príncipe regente dom João VI, preocupado com a educação de sua família, importou da Europa artistas e artesãos capazes de ensinar as Belas-Artes conforme a moda europeia. Por iniciativa do Conde da Barca, Ministro dos Assuntos Estrangeiros do rei, e apoio do Marquês de Marialva, embaixador de Portugal, junto à corte de Luís XVIII, chegou ao Brasil em 1816, oito anos após a chegada da família real, a Missão Artística Francesa foi constituída por artistas que foram exilados da França. Desse grupo faziam parte:

  • Joachin Le Breton - crítico e historiador de arte, chefiou a missão; 
  • Grandjean de Mon­tigny - arquiteto, primeiro reitor da Academia de Belas Artes; 
  • Nicolas Antoine Taunay - pintor de paisagens; 
  • Auguste Marie Taunay - escultor (irmão de Nicolas Taunay); 
  • Jean-Baptiste Debret - pintor de fatos históricos, considerado "a alma da Missão"; 
  • Charles Simon Pradier - gravador (gravurista).


Ainda faziam parte desse grupo um professor de mecânica e muitos auxiliares como: serralheiros, ferreiros construtores navais, carpinteiros, fabricante de carros e outros práticos de vários ofícios.

No início, os integrantes da Missão foram hostilizados pelos artistas brasileiros, por imporem um modelo de ensino acadêmico europeu diferente da realidade brasileira, esse fato gerou grande polêmica, retardando por dez anos a inauguração da Real Academia de Pintura, Escultura e Arquitetura, hoje, Escola Nacional de Belas-Artes. Com a chegada da Missão, houve uma re­novação no plano cultural, principalmente com a introdução do estilo Neoclás­sico[1], que buscava abandonar os exageros do barroco e os excessos ornamentais do Rococó[2], ignorando a fé e a religião. Evidentemente que o neoclassicismo apresenta princípios fixos, regras específicas para a criação artística, produzindo obras como modelo que aspiravam alcançar um valor de universalidade. É tam­bém conhecido como academicismo, porque os princípios estéticos se baseavam na restauração das formas do classicismo greco-romano, adotados pelas acade­mias oficiais da Europa, tendo vigorado no Brasil até o início do século XX, quando aconteceu a Semana de Arte Moderna.
Dentre os artistas da Missão Artística Francesa os que mais se destacaram foram:
- Nicolas Antoine Taunay (1755-1830) foi o grande pintor da Missão e um profundo admirador das paisagens cariocas, participou de várias exposições na Europa, onde era o preferido na França por Napoleão. No Rio de Janeiro, construiu sua casa afastada do centro da cidade para ficar mais perto da natureza, que o inspirava demasiadamente, como podemos observar nas telas intituladas Largo da Carioca e Morro de Santo Antonio, ou ainda em alguns retratos da família real.
Cena de Carnaval (entrudo). Debret, Litografia, 1823. 

- Jean-Baptiste Debret (1768-1848) artista premiado na Europa, veio para o Brasil, onde realizou uma obra em três volumes chamada: Viagem Pito­resca Histórica do Brasil, com 156 desenhos mostrando a vida rural, os índios e costumes brasileiros. Fez ainda desenhos da flora brasileira, de escravos e de índios, também foi professor de pintura da academia, onde realizou em 1829 a primeira exposição de arte no Brasil, sendo, portanto o artista da Missão que mais se afastou dos temas neoclássicos.


Retrato de Grandjean de Montigny. Augusto Müller.

- Grandjean de Montigny (1772-1850) arquiteto, foi responsável pela construção do prédio da Real Academia de Pintura e Arquitetura, hoje Escola Nacional de Belas-Artes, inaugurada em 1826 e moldada no ensinamento ministrado pela E’cole Del Beaux-Artes de Paris. A academia adquiriu bases definitivas através da regularização dos cursos, criação das exposições gerais de Belas-Artes, organização da Pinacoteca[3], instituição de prêmios e viagens ao estrangeiro para os melhores alunos, para aperfeiçoamento do academismo, o que impedia os artistas brasileiros de conhecerem novas tendências. Montigny criou bases neoclássicas fortes na arquitetura brasileira, abandonando os traços do rococó e do barroco. São de sua autoria, os projetos do Mercado da Candelária, Praça do Comércio do Rio de Janeiro e o projeto de sua casa lo­calizada na Gávea, hoje faz parte da PUC, no Rio de Janeiro.
Depois de inaugurada a Academia e Escola de Belas-Artes, gradativa­mente os artistas estrangeiros foram sendo substituídos por seus discípulos luso-brasileiros.





[1] Estilo que tinha como objetivo alcançar a perfeição da forma, predominando a razão e a ciência, ignorando a fé e a religião.
[2] Estilo que predominou na Europa no século XVII, trazido para o Brasil pelos portugueses. É uma arte decorativa de interiores.
[3] Museu de arte mais antigo do país.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Arte Barroca no Brasil

A arte brasileira que se desenvolveu a partir do período da colonização começa com a arquitetura de traços barrocos. Com a invasão dos colonizadores europeus, e com as construções das primeiras igrejas feitas de taipas ou terra batida, surge o primeiro estilo de arte no Brasil, com uma concepção de arquitetura muito diferente da renascentista europeia. 
Dessas precárias construções surgiram as de pedra e cal cobertas de telhas, algumas já assobradadas. Então, o papel da igreja foi determinante na política, na arte e na cultura brasileira nesse período.
Para entender esse estilo, vamos recordar o seu surgimento na Europa: No século XVII, na Itália, uma série de mudanças econômicas, religiosas e, principalmente, devido à Reforma, o poder da Igreja católica é enfraquecido e para colocar novamente em ascensão o Catolicismo e a fé, foi criado um estilo artístico chamado de Barroco, palavra de origem espanhola (barrueco) que significa “pérola de formato irregular”. Essa denominação, a princípio um apelido pejorativo, foi dada para uma arte produzida entre os séculos XVII e XVIII por expressar um processo tortuoso, confuso de pensamento, encarado por alguns de mau gosto e sem seguir padrões. Assim, só foi valorizado por volta de 1850, e atualmente, é estudado sob outro prisma. Sua revalorização procura trazer à tona o seu potencial como arte criadora e original. Hoje as construções barrocas, nesse novo contexto, são consideradas de inestimável valor artístico.
A igreja católica, para reconquistar seu prestígio e poder, organizou sua Contrarreforma, tomando iniciativas que visavam reafirmar e difundir sua doutrina. E é, na construção e decoração de igrejas, que surge a arte barroca. Para esse fim, arquitetos, escultores e pintores foram convocados para transformar as igrejas em espaços para exibições artísticas de grande esplendor, com o propósito de converter o povo ao Catolicismo.
Os traços marcantes desta arte se manifestam principalmente em construções de igrejas, conventos, alguns edifícios públicos, residências dos ricos e poderosos, nas praças e jardins públicos e nas figuras idealizadas que representam os personagens bíblicos e históricos, demonstrando expressões de dor, tristeza e alegria com uma liberdade que contrariava os modelos clássicos.

Fachada da Igreja de São Francisco em Salvador - Bahia

Interior da Igreja de São Francisco, Salvador - Bahia
No Brasil, o Barroco iniciou-se, bem depois da Europa, no final do século XVII e encontrou seu apogeu no final do século XVIII (por isso chamado de Barroco Tardio), seguindo dois estilos:
  • No primeiro, as igrejas são mais requintadas e têm na decoração trabalhos em relevo feitos em madeira, talhas  recoberta de ouro, com janelas, portas decoradas ricamente e detalhadas com esculturas. Esse estilo se desenvolveu nos estados mais ricos da época, como: Minas Gerais, Rio de Janeiro Salvador, Bahia, Pernambuco e Paraíba, por causa da mineração e do cultivo da cana de açúcar.
  • No segundo, a arquitetura é mais modesta sendo encontrada nas cidades mais pobres, pois não eram privilegiadas com a mineração e o comércio do açúcar, como São Paulo, que foi prejudicada pelas Bandeiras, que eram expedições particulares organizadas por paulistas, com o objetivo de capturar índios e encontrar ouro. Devido a esse fato, vários vilarejos foram criados nas proximidades de Minas Gerais retardando assim, o crescimento da cidade paulista por mais de um século. Apesar da miséria dessa cidade, foram construídas igrejas com estilos remanescentes como a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, que no século XVIII foi reformada, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e São Miguel, a Igreja de Nossa Senhora da Luz (foto), que representa a simplicidade do barroco paulista. Desse período destaca-se Frei Jesuíno do Monte Carmelo (1764-1818), que aprendeu a pintar sozinho e não dominava o equilíbrio e a perspectiva, como podemos observar nas pinturas da Igreja do Carmo, na cidade de Itu – SP.

MosteiroNossa Senhora da Luz, São Paulo, iniciada em 1600 e concluída por volta de 1770.
A capital do Brasil nos primeiros anos do século XVIII era Salvador, por ser a mais rica metrópole na época e o maior centro econômico do país. A cidade recebia os comerciantes portugueses e com eles os hábitos e costumes de Portugal trazidos pelos artistas e produtores estrangeiros, motivo pelo qual, são encontradas igrejas riquíssimas como a Igreja e o Convento de São Francisco de Assis, em Salvador. Considerada a igreja mais rica do Brasil, é o maior símbolo da arquitetura barroca, sua fachada foi construída com o frontão de linhas curvas, o interior é decorado com colunas, ornamentos e paredes douradas, que exibem a talha mais encaracolada do estilo rococó.
Teto da Capela-Mor da Igreja do Carmo em Itu – SP, Pintura de Frei Jesuíno do Monte Carmelo.
Com o governo do Marquês de Pombal de 1750 a 1777, que tinha como principal objetivo libertar Portugal do domínio inglês, muitas mudanças aconteceram no Brasil visando combater os privilégios jurídicos dos nobres e a intolerância religiosa. Uma dessas mudanças foi a criação das Companhias de Comércio que tinham como finalidade principal, enfraquecer o poder dos jesuítas e, consequentemente, pôr fim na escravidão indígena. Em 1759, foi criada a Companhia de Pernambuco e Paraíba, empresa responsável pela produção e comercialização de açúcar, tabaco, algodão e madeira, provocando o desenvolvimento econômico das cidades de Recife e João Pessoa. Nesse período, a arquitetura barroca brasileira também teve um grande desenvolvimento com a construção de igrejas conservadas até hoje, como a Igreja de São Pedro dos Cléricos, em João Pessoa, caracterizada principalmente pela portada barroca e os altares trabalhados em pedra. O teto foi pintado pelo maior representante do barroco pernambucano do século XVIII, chamado João de Deus Sepúvida. Podemos destacar ainda em João Pessoa, o Convento Franciscano de Santo Antonio, formado pela igreja, o convento e a Capela da Ordem Terceira, que tem como ponto surpreendente os efeitos de ilusão de ótica.

Com a extração do ouro em Minas Gerais, o Rio de Janeiro transforma-se no centro de intercâmbio entre Portugal e Minas Gerais por causa do seu porto de navegação, vindo a tornar-se a nova capital do país em 1763. Isso ocasionou um grande desenvolvimento econômico que veio se refletir na arquitetura com a construção da igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, localizada no Largo da Carioca, que tem seu interior ricamente decorado com talha dourada realizada por dois escultores portugueses: Manoel de Brito e Francisco Xavier de Brito. Outra obra arquitetônica desse período é a igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, projetada pelo engenheiro militar José Cardoso Ramalho, sendo uma das primeiras igrejas barrocas brasileiras a possuir uma nave poligonal com ausência de talha dourada, conseguindo atingir uma harmonia na combinação das paredes brancas decoradas com pilastras de pedra. Além da arquitetura, o Rio de Janeiro no século XVIII teve o privilégio de ser agraciado por um dos maiores escultores brasileiros: Valentim da Fonseca e Silva (1750-1818), conhecido como “Mestre Valentim”. Dentre seus trabalhos, está a estátua do Caçador Narciso, que se encontra no Jardim Botânico; os Jacarés; a Ninfa Ego; as estátuas em cedro de São Marcos e São Evangelista que, atualmente, se encontram no Museu Histórico Nacional, além de ter criado o primeiro projeto de reforma urbana da cidade do Rio de Janeiro.
O Caçador Narciso, Mestre Valentim, Jardim Botânico. Rio de Janeiro.

O principal centro de desenvolvimento da arte barroca no Brasil foi Minas Gerais, favorecida pela riqueza proveniente do chamado “ciclo do ouro” que custeava as construções e decorações de igrejas juntamente com as “bandeiras”  e diferentes tropas que lá se fixaram. O Barroco de Minas Gerais foi o que menos sofreu influências do barrroco português, considerado um estilo arquitetônico verdadeiramente brasileiro, possuindo um caráter mais livre, apresentando em suas decorações retábulos de madeira clara em tom pastel, inseridos em painéis lisos para garantir o destaque. Os artistas que mais se destacaram foram: Antônio Francisco Lisboa, o “Aleijadinho” e Manuel da Costa Ataíde.
Adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinho, Os 12 Profetas, de Aleijadinho.
- Antônio Francisco Lisboa, “o Aleijadinho” (1730 ou 38 - 1814), foi o maior artista plástico religioso do Brasil colonial. Nasceu na antiga Vila Rica, atual Outro Preto, outrora capital da opulenta província das Minas Gerais. Um dos aspectos mais marcante de suas obras é o ecletismo, ou seja, elas reúnem características de vários estilos como o barroco, o gótico, acentos expressionistas, resquícios renascentistas e vestígios do rococó. Dentre o conjunto de esculturas, podemos destacar “Os doze profetas”, esculpidos em pedra-sabão. Estas se encontram distribuídas em frente à igreja de Santo Agostinho, localizada na cidade de Congonhas do Campo, no santuário de Bom Jesus de Matosinhos. Distribuídas em posições diferentes, dando ao observador a idéia de movimento. É também de Aleijadinho o conjunto estatuário Os Passos da Paixão que conta a história da paixão de Cristo todas em tamanho natural, localizados também em Congonhas do Campo.
Os doze profetas, Aleijadinho (detalhe)

Outras obras foram o Chafariz do Padre Faria, em Ouro Preto, esta foi sua primeira obra, a Imagem do Cristo Flagelado que se encontra no Museu Inconfidência de Ouro Preto, a igreja de São Francisco de Assis, também em Ouro Preto, considerada a obra-prima de Aleijadinho no campo arquitetônico, onde a portada é decorada com anjos e fitas esculpidos em pedra-sabão; Atlantes do Coro, obra realizada para a igreja de Nossa Senhora de Sabará, com detalhe na porta feitos também em pedra-sabão; São Jorge, imagem em tamanho natural; São Joaquim e o Profeta Daniel.
- Manuel da Costa Ataíde (1762-1830) nasceu em Mariana – MG, foi o maior pintor do barroco brasileiro, suas pinturas tanto em telas quanto em tetos de igrejas, destacam-se pelo domínio total da técnica da perspectiva e do uso de tons vermelhos. O maior exemplo é o teto da nave da igreja de São Francisco em Ouro Preto, onde o artista superou-se quando sugeriu que o teto se abrisse para o céu e que Maria, uma mulher morena, cercada de anjos acolhe os fiéis. Pintou também os tetos para as igrejas de Santo Antônio em Santa Bárbara; igreja da Ordem Terceira de São Francisco em Ouro Preto e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário em Mariana.
Pintura do teto da Igreja de São Francisco de Assis, feita por Manoel da Costa Ataíde, em Ouro Preto, MG.
A Missão Artística Francesa não tomou conhecimento da obra de Aleijadinho, ignorando o barroco no Brasil e, particularmente, em Minas Gerais. Só em meados do século XX, quando impulsionados pelo Movimento Modernista, é que renasceu o interesse pelo barroco, sendo inaugurado o Museu do Aleijadinho na sua cidade natal, integrando-se o mestre à história universal das artes.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Tour virtual no Museu Imperial

Continuando minhas postagens sobre sites que oferecem tour virtuais. Agora é a vez do Museu Imperial de Petrópolis, que reúne o principal acervo do país relativo ao império brasileiro, em especial o chamado Segundo Reinado, período governado por d. Pedro II. São cerca de 300 mil itens museológicos, arquivísticos e bibliográficos à disposição de pesquisadores e demais interessados em conhecer um pouco mais sobre o tema, além de constantes eventos, exposições e projetos educativos.
Faça a tour virtual clicando nas imagens abaixo para acessar as páginas. Divirta-se e aprenda!

Acesso aos ambientes internos
Acesso aos ambientes externos

Tour virtual da Igreja de São Francisco - Salvador

Você já visitou uma igreja pertencente ao estilo Barroco Brasileiro? 
Se ainda não essa é uma oportunidade acessível, sem precisar viajar nem sair de casa. Basta usar o computador com internet e visitar o link abaixo. O site possui um sistema de fotos em 360º que proporcionam a sensação de imersão. Ou seja, de como se você estivesse realmente caminhando pela igreja e pudesse contemplar toda a beleza arquitetônica e artística dessa construção. Serve como uma ótima experiência de apreciação artística. Acesse o site abaixo e aprenda divertindo-se.
Clique na imagem para fazer a tour virtual

Clique na imagem ou aqui: Comece sua tour virtual


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Arte Afro-Brasileira




A arte africana está fortemente ligada aos costumes tribais. Reflete sua consciência de mundo e sua religiosidade, o espírito de seu povo. A partir de materiais como pedra, madeira, ossos, couro, marfim, ferro e bronze, o artista retratava a vida e os valores de sua tribo.
Essa relação da vida com as manifestações artísticas, com as formas de comunicar, foi desestruturada graças às incursões europeias em busca de escravos, o que alterou irreversivelmente a estrutura social nativa. O crescimento do comércio de escravos, que perdurou por séculos, provocou guerras contínuas entre Estados Africanos do litoral, que abasteciam os europeus, e as tribos do interior. A constante troca de produtos manufaturados por escravos causou a decadência do artesanato negro-africano. Entre mortos na caçada de escravos e na viagem dos navios negreiros, a África perdeu de 50 a 200 milhões de habitantes, em menos de quatro séculos.
Pouco se sabe sobre a escultura em madeira na África negra, provavelmente por este material ser tão facilmente perecível, entretanto algumas esculturas em terracota, encontradas em Nok, centro da mais antiga tradição da escultura africana, parecem indicar uma influência da escultura em madeira, mais antiga, pois que, a argila sugere uma técnica aditiva e as peças encontradas exibiam a técnica inversa (vai-se desbastando blocos), usada normalmente para se esculpir em madeira.
Algumas características das esculturas de Nok, nordeste da Nigéria, parecem ter influenciado largamente a arte africana até os dias de hoje. Cabeças cilíndricas, grandes em proporção às pernas pequenas, detalhes do vestuário e de penteados, a forma dos olhos e dos lábios salientes. Como em Ifé, outro centro de tradição escultórica africana, percebe-se um esforço por atingir as proporções naturais do corpo humano, em contraponto a uma forte tendência estilizante na representação do rosto humano, onde os olhos e os lábios se projetam protuberantes. Isto talvez esteja ligado a questões rituais de quem acredita que retratar é aprisionar, dominar.
A arqueologia não pode explicar a origem e a difusão da metalurgia na África, uma vez que parece haver uma lacuna entre a Idade da Pedra e a Idade do Ferro. O certo é que nos primeiros séculos da nossa era a metalurgia já era difundida em todo continente africano. Assim, os africanos que vieram para a América como escravos já se encontravam bastante desenvolvidos e, embora não conhecessem a rodo, dominavam a metalurgia e a arte da cerâmica.
Os que vieram para o Brasil pertenciam a dois grupos principais: Os bantos que vinha do sul da África, principalmente de Angola, geralmente eram levados para Pernambuco e Rio de Janeiro; os Sudaneses, que vinham principalmente da Costa do Marfim, em sua maioria desembarcavam na Bahia.
Sua presença contribuiu decisivamente para que a arte brasileira assumisse características próprias e no Barroco brasileiro já se percebem sua influência nos anjos mulatos e madonas negras pintados nas paredes das “igrejas dos brancos”. Como na África, a arte negra no Brasil está intimamente ligada à idéia da sua cultura, de seu cotidiano e de seu culto religioso, extremamente iconográfica.

Estatuária Ibeji
Um bom exemplo da arte afro-brasileira podem ser as imagens de Cosme e Damião, que na Europa se tratavam de dois médicos, e que não foram representados juntos senão no Brasil, onde em geral são afixados sobre o mesmo pedestal, tomando a forma de dois irmãos gêmeos, tal qual os Ibeji (gêmeos) do culto africano. Pode-se falar ainda de imagens cujo sexo faz menção à fecundidade na estatuária africana, recobertos por vertes esculpidas ou de tecidos e brocados.
Ibeji (Ìbejì ou Ìgbejì) - é o Orixá protetor dos gêmeos na Mitologia Yoruba. Conhecido na Umbanda como Cosme e Damião e, erradamente identificado nos Candomblés como Erês, Ibeji é na realidade a divindade gêmea da vida - uma dualidade de existência que proporciona aos seus filhos certas vantagens em relação aos demais orixás. Esses santos católicos são comparados aos ibejis, gêmeos amigos das crianças que teriam a capacidade de agilizar qualquer pedido que lhes fosse feito em troca de doces e guloseimas. O nome Cosme significa "o enfeitado" e Damião, "o popular". Essa associação entre divindades se dá através do sincretismo religioso.
A grande cerimônia dedicada a estes orixás acontece a 27 de setembro, dia de Cosme e Damião, quando comidas como caruru, vatapá, bolinhos, doces, balas (associadas às crianças, portanto) são oferecidas tanto aos orixás como aos frequentadores dos terreiros. Essa data é celebrada também pelo Candomblé, Batuque, Xangô do Nordeste, Xambá e pelos centros de Umbanda. Estas religiões celebram esse dia, enfeitando seus templos com bandeirolas e alegres desenhos, tendo-se o costume de dar às crianças doces e brinquedos.
Os símbolos associados a esses orixás são: dois bonecos gêmeos, duas cabacinhas e  brinquedos.
Cada gêmeo é representado por uma imagem. Os Yorubá colocam alimentos sobre suas imagens para invocar a benevolência de Ibeji. Os pais de gêmeos costumam fazer sacrifícios a cada oito dias em honra ao Orixá.
Entre os deuses africanos, gêmeos é o que indica a contradição, os opostos que caminham juntos a dualidade de todo o ser humano, mostrando que todas as coisas, em todas as circunstâncias, tem dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos.


Oxês de Xangô
Na arte afro-brasileira predominam as esculturas em duas dimensões, talvez por questões de ordem econômica, embora também na África se encontrassem esculturas bidimensionais na representação dos símbolos (ferramentas) dos orixás (deuses e entidades), como por exemplo, o Oxê de Xangô.
Oxê é o símbolo principal do orixá Xangô. É a machada de dois gumes ou dupla. Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos trancados, pertencem aos seus domínios.
Divindade do fogo e do trovão e da justiça e Rei de Oyó. Tem grande importância nos segmentos do candomblé com origem em terras Yorubá, importância esta representada pelo seu instrumento sagrado.
Xangô é um Orixá temido e respeitado, é viril e violento, porém justiceiro, e muito vaidoso. Xangô era muito atrevido e violento, porém, grande justiceiro, sempre castigando os ladrões e malfeitores. Por este motivo diz-se que quem teve morte por raio, ou sua casa, ou negócio queimado pelo fogo, foi vítima da ira ou cólera de Xangô.

Estatuária de Exu
A estatuária de Exu tem representações extremamente diversificadas. Ainda na África, duas maneiras de representação são usadas. A primeira trata-se de um monte de barro com uma pequena abertura, que era geralmente colocado à frente das casas. A outra era uma imagem, geralmente esculpida em madeira, de joelhos, braços colados ao corpo, masculina e feminina, que carregava nas mãos duas pequenas cabaças e era guarnecida de uma longa cabeleira recurvada em gancho, usada para pendurar a imagem nos ombros dos religiosos durante o culto.No Brasil, esta imagem sofre profundas modificações: a cabeleira torna-se vertical e tende a bifurcar-se em dois chifres, mantendo-se a ideia de curvatura numa cauda, que seria acrescida à imagem; as cabaças são substituídas por tridentes carregados por braços já afastados do corpo, que assume uma nova postura, em pé. Assim, a figura de Exu vai assumindo a forma do diabo católico o que poderia demonstrar uma forma sutil de revolta contra a proibição do culto africano.
Exu é o orixá da comunicação, é o mensageiro dos orixás. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. Segundo a tradição das religiões de matrizes africanas, ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun e o Aiye, mundo material e espiritual, seja plenamente realizada.
No Brasil, na época das colonizações Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e a forma como é representado no culto africano, um falo humano ereto, simbolizando a fertilidade.
Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um absurdo dentro da construção teológica yorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerada uma personificação do Mal.
Oferenda para ExúMesmo porque nessa religião não existem diabos ou mesmo entidades encarregadas única e exclusivamente por coisas ruins como faz as religiões cristãs, estas pregam que tudo o que acontece de errado é culpa de um único ser que foi expulso, pelo contrário na mitologia yoruba, bem como no candomblé cada uma das entidades (Orixás) tem sua porção positiva e negativa assim como nós mesmos.
A segunda-feira é o dia da semana consagrado a Exu. Suas cores são o vermelho e o preto; seu símbolo é o ogó (bastão com cabaças que representa o falo); suas contas e cores são o preto e o vermelho; as oferendas são bodes e galos, pretos de preferência, e aguardente, acompanhado de comidas feitas no azeite de dendê. Exú pode ser o mais benevolente dos Orixás se é tratado com consideração e generosidade.

Considerações finais
A bidimensionalidade das esculturas afro-brasileiras parece mesmo uma forma de buscar sua identidade étnica, de diferenciar sua cultura, já que tantos objetos de uso cotidiano se revestem de caráter simbólico.
As esculturas afro-brasileiras trazem ainda muitas características vindas da África, como a posição tradicional de joelhos numa figura perfeitamente equilibrada em torno de um eixo, ou os olhos salientes. Mas já aparecem influências da estética branca. Por exemplo, nos traços fisionômicos, no nariz e na boca, na forma dos seios e no formato da cabeça já mais proporcional em relação ao corpo.
Como afirmou-se no início, a Arte Negra reflete o espírito de um povo. Um povo que não conhecia a roda, mas que usava da siderurgia com habilidade e que dominava a cerâmica e o metal, que fazia arte. O espírito de um povo que, uma vez cativo, buscou manter sua cultura e sua crença usando de artifícios de toda espécie, lutando por sua integridade mesmo atado ao tronco.
É difícil dizer onde e o que é a Arte Afro-Brasileira. Por certo não é somente a arte feita por negros no território brasileiro. Iorubás, Bantus, Nagôs, estão no Brasil misturados a Índios, Europeus, Asiáticos, entre outros. São parte de nossa cultura, são parte de nós, são parte de nossa arte. A Arte Afro-Brasileira está em toda parte, permeia os templos de umbanda, já miscigenada, com as culturas europeia e indígena. Passeia também pelas igrejas barrocas e por toda a arte feita no Brasil, já que estamos todos lado a lado, partilhando de espaços, culturas e crenças que se misturam.
Não temos mais uma arte Afro-Brasileira, Luso-Brasileira, Asio-Brasileira, Nativo-Brasileira... Temos uma arte cheia de faces, de cores, rica em sua cultura miscigenada. Temos uma ARTE BRASILEIRA.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Arte Indígena Brasileira




terça-feira, 22 de novembro de 2011

Arte Brasileira - texto para download

Olá, alunos.

Ainda não tive condições de postar diretamente no blog texto sobre a Arte Brasileira, assunto que estamos trabalhando no presente momento.  No entanto, para seus estudos aqui está a parte da apostila sobre esse tema.
Está incluso nessa parte da apostila:
  • Arte Barroca Brasileira (período colonial);
  • A Missão Artística Francesa e o academicismo no Brasil
  • Arte Moderna no Brasil (Semana de 22)

Façam o download e bons estudos!

Obs.: Se estiverem com dificuldade em baixar o arquivo sigam estes passos: clique em um dos links neste post; na janela ou aba que se abre clique no botão "baixar agora" (em azul); escolha a opção "slow download " (que é a grátis); aguarde o contador zerar (geralmente 20 segundos de espera); clique no link que aparece no lugar da contagem regressiva com o nome "baixar  o arquivo agora", escolha a pasta e inicie a transferência do arquivo para seu computador. Qualquer dúvida é só perguntar usando os comentários.

domingo, 20 de novembro de 2011

A Arte Moderna no Brasil

Caro aluno ou visitante,
Aqui está um site muito legal do Itaú Cultural com um aplicativo em flash com jogos (alguns bem infantis, eu sei), que podem ajudar você a conhecer e compreender a arte moderna brasileira, principalmente sobre a Semana de 22. Tentei incorporar o aplicativo no blog mas não consegui, por isso você vai ter que clicar no link ou na imagem abaixo.  Clique aqui
Clique aqui para acessar o site
Divirta-se aprendendo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Arte Pré-Histórica Brasileira em slides

Para o pessoal do 3º e a quem mais estiver interessado aqui está a apresentação de slides sobre a Arte Pré-Histórica Brasileira, assunto de aula do 3º ano.
Bons estudos. Deixem comentários.