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domingo, 23 de junho de 2013

Onde encontrar Bumba Boi Costa de Mão e Baixada?

Alunos do terceirão.

Abaixo uma programação dos arraiais de São Luís e área metropolitana onde está previsto apresentação de Bumba-meu-boi dos sotaques Costa de Mão e Baixada. Espero que ajude vocês na pesquisa para o nosso projeto da disciplina Arte:
Anotem:

BUMBA MEU BOI SOTAQUE COSTA DE MÃO  (CURURUPU)
  • 23/06 (domingo) - 22h - Praça Maria Aragão: BMB de Costa de Mão da Vila Conceição
  • 23/06 (domingo) - 19h - Ceprama -
  • Boi Prenda de Crurupu
  • 23/06 (domingo) - 20h - Arraial Vila Palmeira - Boi de Rama Santa.
  • 26/06 (quarta) - 21h - Arraial Vila Palmeira - Boi de Apolônio.
  • 29/06 (sábado) - 23h - Praça Maria Aração: 23h - BMB de Costa de Mão de Cururupu de Eliezer
  • 25/06 (terça-feira) 20h - Praça Nauro Machado (reviver): BMB de Costa de Mão Rama Santa (de Cururupu)
  • 25/06 (terça-feira) 20h: Boi de Cururupu de Eliézer.
  • 26/06 (quarta-feira) 22h - Casa do Maranhão (próx. ao Bar do Porto): Boi de Cururupu de Eliézer.
BUMBA MEU BOI SOTAQUE DA BAIXADA (PINDARÉ)
  • 23/06 - Arraial Vila Palmeira: 23h - Boi Unidos de Santa Fé
  • 24/06 - Arraial do Panaquatira: 22h - Boi da Vila Kiola;
  • 24/06 - Arraial da Piçarreira: 2h - Boi da Vila Kiola;
  • 25/06 - Casa do Maranhão: 00h  - Boi Unidos de Santa Fé.
  • 28/06 - Praça Maraia Aragão: 22h - Bumba meu boi de Apolônio;
  • 29/06 - Ceprama: 23h - Boi Unidos de Santa Fé;
Não coloquei aqui sobre os sotaques mais tradicionais (zabumba, matraca e orquestra) porque são mais fáceis de encontrar na ilha. Um bom local para ver a programação completa dos arraiais é no site www.kamaleao.com, de onde obtive essas informações.
    Fonte: Kamaleao.com

    quarta-feira, 21 de novembro de 2012

    Arte Afro-Brasileira




    A arte africana está fortemente ligada aos costumes tribais. Reflete sua consciência de mundo e sua religiosidade, o espírito de seu povo. A partir de materiais como pedra, madeira, ossos, couro, marfim, ferro e bronze, o artista retratava a vida e os valores de sua tribo.
    Essa relação da vida com as manifestações artísticas, com as formas de comunicar, foi desestruturada graças às incursões europeias em busca de escravos, o que alterou irreversivelmente a estrutura social nativa. O crescimento do comércio de escravos, que perdurou por séculos, provocou guerras contínuas entre Estados Africanos do litoral, que abasteciam os europeus, e as tribos do interior. A constante troca de produtos manufaturados por escravos causou a decadência do artesanato negro-africano. Entre mortos na caçada de escravos e na viagem dos navios negreiros, a África perdeu de 50 a 200 milhões de habitantes, em menos de quatro séculos.
    Pouco se sabe sobre a escultura em madeira na África negra, provavelmente por este material ser tão facilmente perecível, entretanto algumas esculturas em terracota, encontradas em Nok, centro da mais antiga tradição da escultura africana, parecem indicar uma influência da escultura em madeira, mais antiga, pois que, a argila sugere uma técnica aditiva e as peças encontradas exibiam a técnica inversa (vai-se desbastando blocos), usada normalmente para se esculpir em madeira.
    Algumas características das esculturas de Nok, nordeste da Nigéria, parecem ter influenciado largamente a arte africana até os dias de hoje. Cabeças cilíndricas, grandes em proporção às pernas pequenas, detalhes do vestuário e de penteados, a forma dos olhos e dos lábios salientes. Como em Ifé, outro centro de tradição escultórica africana, percebe-se um esforço por atingir as proporções naturais do corpo humano, em contraponto a uma forte tendência estilizante na representação do rosto humano, onde os olhos e os lábios se projetam protuberantes. Isto talvez esteja ligado a questões rituais de quem acredita que retratar é aprisionar, dominar.
    A arqueologia não pode explicar a origem e a difusão da metalurgia na África, uma vez que parece haver uma lacuna entre a Idade da Pedra e a Idade do Ferro. O certo é que nos primeiros séculos da nossa era a metalurgia já era difundida em todo continente africano. Assim, os africanos que vieram para a América como escravos já se encontravam bastante desenvolvidos e, embora não conhecessem a rodo, dominavam a metalurgia e a arte da cerâmica.
    Os que vieram para o Brasil pertenciam a dois grupos principais: Os bantos que vinha do sul da África, principalmente de Angola, geralmente eram levados para Pernambuco e Rio de Janeiro; os Sudaneses, que vinham principalmente da Costa do Marfim, em sua maioria desembarcavam na Bahia.
    Sua presença contribuiu decisivamente para que a arte brasileira assumisse características próprias e no Barroco brasileiro já se percebem sua influência nos anjos mulatos e madonas negras pintados nas paredes das “igrejas dos brancos”. Como na África, a arte negra no Brasil está intimamente ligada à idéia da sua cultura, de seu cotidiano e de seu culto religioso, extremamente iconográfica.

    Estatuária Ibeji
    Um bom exemplo da arte afro-brasileira podem ser as imagens de Cosme e Damião, que na Europa se tratavam de dois médicos, e que não foram representados juntos senão no Brasil, onde em geral são afixados sobre o mesmo pedestal, tomando a forma de dois irmãos gêmeos, tal qual os Ibeji (gêmeos) do culto africano. Pode-se falar ainda de imagens cujo sexo faz menção à fecundidade na estatuária africana, recobertos por vertes esculpidas ou de tecidos e brocados.
    Ibeji (Ìbejì ou Ìgbejì) - é o Orixá protetor dos gêmeos na Mitologia Yoruba. Conhecido na Umbanda como Cosme e Damião e, erradamente identificado nos Candomblés como Erês, Ibeji é na realidade a divindade gêmea da vida - uma dualidade de existência que proporciona aos seus filhos certas vantagens em relação aos demais orixás. Esses santos católicos são comparados aos ibejis, gêmeos amigos das crianças que teriam a capacidade de agilizar qualquer pedido que lhes fosse feito em troca de doces e guloseimas. O nome Cosme significa "o enfeitado" e Damião, "o popular". Essa associação entre divindades se dá através do sincretismo religioso.
    A grande cerimônia dedicada a estes orixás acontece a 27 de setembro, dia de Cosme e Damião, quando comidas como caruru, vatapá, bolinhos, doces, balas (associadas às crianças, portanto) são oferecidas tanto aos orixás como aos frequentadores dos terreiros. Essa data é celebrada também pelo Candomblé, Batuque, Xangô do Nordeste, Xambá e pelos centros de Umbanda. Estas religiões celebram esse dia, enfeitando seus templos com bandeirolas e alegres desenhos, tendo-se o costume de dar às crianças doces e brinquedos.
    Os símbolos associados a esses orixás são: dois bonecos gêmeos, duas cabacinhas e  brinquedos.
    Cada gêmeo é representado por uma imagem. Os Yorubá colocam alimentos sobre suas imagens para invocar a benevolência de Ibeji. Os pais de gêmeos costumam fazer sacrifícios a cada oito dias em honra ao Orixá.
    Entre os deuses africanos, gêmeos é o que indica a contradição, os opostos que caminham juntos a dualidade de todo o ser humano, mostrando que todas as coisas, em todas as circunstâncias, tem dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos.


    Oxês de Xangô
    Na arte afro-brasileira predominam as esculturas em duas dimensões, talvez por questões de ordem econômica, embora também na África se encontrassem esculturas bidimensionais na representação dos símbolos (ferramentas) dos orixás (deuses e entidades), como por exemplo, o Oxê de Xangô.
    Oxê é o símbolo principal do orixá Xangô. É a machada de dois gumes ou dupla. Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos trancados, pertencem aos seus domínios.
    Divindade do fogo e do trovão e da justiça e Rei de Oyó. Tem grande importância nos segmentos do candomblé com origem em terras Yorubá, importância esta representada pelo seu instrumento sagrado.
    Xangô é um Orixá temido e respeitado, é viril e violento, porém justiceiro, e muito vaidoso. Xangô era muito atrevido e violento, porém, grande justiceiro, sempre castigando os ladrões e malfeitores. Por este motivo diz-se que quem teve morte por raio, ou sua casa, ou negócio queimado pelo fogo, foi vítima da ira ou cólera de Xangô.

    Estatuária de Exu
    A estatuária de Exu tem representações extremamente diversificadas. Ainda na África, duas maneiras de representação são usadas. A primeira trata-se de um monte de barro com uma pequena abertura, que era geralmente colocado à frente das casas. A outra era uma imagem, geralmente esculpida em madeira, de joelhos, braços colados ao corpo, masculina e feminina, que carregava nas mãos duas pequenas cabaças e era guarnecida de uma longa cabeleira recurvada em gancho, usada para pendurar a imagem nos ombros dos religiosos durante o culto.No Brasil, esta imagem sofre profundas modificações: a cabeleira torna-se vertical e tende a bifurcar-se em dois chifres, mantendo-se a ideia de curvatura numa cauda, que seria acrescida à imagem; as cabaças são substituídas por tridentes carregados por braços já afastados do corpo, que assume uma nova postura, em pé. Assim, a figura de Exu vai assumindo a forma do diabo católico o que poderia demonstrar uma forma sutil de revolta contra a proibição do culto africano.
    Exu é o orixá da comunicação, é o mensageiro dos orixás. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. Segundo a tradição das religiões de matrizes africanas, ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun e o Aiye, mundo material e espiritual, seja plenamente realizada.
    No Brasil, na época das colonizações Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e a forma como é representado no culto africano, um falo humano ereto, simbolizando a fertilidade.
    Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um absurdo dentro da construção teológica yorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerada uma personificação do Mal.
    Oferenda para ExúMesmo porque nessa religião não existem diabos ou mesmo entidades encarregadas única e exclusivamente por coisas ruins como faz as religiões cristãs, estas pregam que tudo o que acontece de errado é culpa de um único ser que foi expulso, pelo contrário na mitologia yoruba, bem como no candomblé cada uma das entidades (Orixás) tem sua porção positiva e negativa assim como nós mesmos.
    A segunda-feira é o dia da semana consagrado a Exu. Suas cores são o vermelho e o preto; seu símbolo é o ogó (bastão com cabaças que representa o falo); suas contas e cores são o preto e o vermelho; as oferendas são bodes e galos, pretos de preferência, e aguardente, acompanhado de comidas feitas no azeite de dendê. Exú pode ser o mais benevolente dos Orixás se é tratado com consideração e generosidade.

    Considerações finais
    A bidimensionalidade das esculturas afro-brasileiras parece mesmo uma forma de buscar sua identidade étnica, de diferenciar sua cultura, já que tantos objetos de uso cotidiano se revestem de caráter simbólico.
    As esculturas afro-brasileiras trazem ainda muitas características vindas da África, como a posição tradicional de joelhos numa figura perfeitamente equilibrada em torno de um eixo, ou os olhos salientes. Mas já aparecem influências da estética branca. Por exemplo, nos traços fisionômicos, no nariz e na boca, na forma dos seios e no formato da cabeça já mais proporcional em relação ao corpo.
    Como afirmou-se no início, a Arte Negra reflete o espírito de um povo. Um povo que não conhecia a roda, mas que usava da siderurgia com habilidade e que dominava a cerâmica e o metal, que fazia arte. O espírito de um povo que, uma vez cativo, buscou manter sua cultura e sua crença usando de artifícios de toda espécie, lutando por sua integridade mesmo atado ao tronco.
    É difícil dizer onde e o que é a Arte Afro-Brasileira. Por certo não é somente a arte feita por negros no território brasileiro. Iorubás, Bantus, Nagôs, estão no Brasil misturados a Índios, Europeus, Asiáticos, entre outros. São parte de nossa cultura, são parte de nós, são parte de nossa arte. A Arte Afro-Brasileira está em toda parte, permeia os templos de umbanda, já miscigenada, com as culturas europeia e indígena. Passeia também pelas igrejas barrocas e por toda a arte feita no Brasil, já que estamos todos lado a lado, partilhando de espaços, culturas e crenças que se misturam.
    Não temos mais uma arte Afro-Brasileira, Luso-Brasileira, Asio-Brasileira, Nativo-Brasileira... Temos uma arte cheia de faces, de cores, rica em sua cultura miscigenada. Temos uma ARTE BRASILEIRA.

    quarta-feira, 22 de agosto de 2012

    Texto: Cultura Popular no Maranhão

    Aos alunos do 3º ano do CEDVF.

    Aqui está o link para o texto em PDF com o título "Cultura popular no Maranhão: diversidade de manifestações" de autoria de Othon Coutinho, que vai cair na prova.
    Ele fala sobre as principais manifestações folclóricas e populares do Maranhão, de acordo com o que foi estudado em sala de aula durante nosso projeto "Folclore e cultura popular maranhense" (Bumba-meu-boi sotaques de Zabumba, Matraca, Orquestra e Costa de Mão e as danças Cacuriá e Tambor de Crioula. É só clicar, fazer o download e estudar pra valer.
    Bom desempenho na prova!

    http://www.mediafire.com/?xe6kk29sl0fgsaq

    sábado, 16 de julho de 2011

    Projeto "Folclore e cultura popular maranhense"

    Olá, caro visitante.
    Este post foi escrito especialmente para parabenizar os alunos do 3º ano do Ensino Médio do CE Domingos Vieira Filho que pesquisaram, estudaram e se empenharam em descobrir um pouco mais sobre a cultura popular do estado do Maranhão ao realizar o projeto dentro da disciplina Arte.
    A proposta era fazer uma pesquisa, principalmente de campo, a fim de estudar e registrar através das novas tecnologias digitais, o folclore e a cultura popular do Maranhão,  utilizando este blog, valendo-se do webquest com mesmo nome do projeto (ver webquest).
    Algumas equipes criaram apresentações de slides, outras levaram para a sala de aula vídeos (projetados pelo data-show da escola) e ainda teve equipe que levou objetos reais, como roupas e adereços próprios da indumentária da brincadeira ou folguedo.
    Infelizmente nem todas as equipes apresentaram, perdendo a oportunidade de desenvolver e praticar a investigação científica, passo importante para a sua formação intelectual e que, com certeza será uma constante em sua vida acadêmica daqui em muito breve.
    Bom, mas isso foi só uma minoria. Acredito que o que é mais importante foi o fato de todos terem aproveitado a chance, mesmo como ouvintes, de conhecer e valorizar a nossa identidade cultural.
    Foi muito bom ouvir a declaração de uma aluna quando afirmou que ela mudou sua opinião sobre o Bumba-meu-boi sotaque de Zabumba ao pesquisar sobre o tema. Agora ela já não o acha feio e sem graça como antes, pois começou a entender suas origens e sua beleza que não compreendia. Na verdade, ela percebeu que a beleza da manifestação está na simplicidade e na originalidade de quem resiste e tenta manter viva uma cultura que está sendo substituída pela cultura de massa (assunto que trataremos adiante).
    Congratulações a todos vocês. Espero que tenhamos outras experiências como essa.